De tudo que ficou
Só quero o veneno
Que escorre pelas veias sem destino
Que esparrama pelo sangue lúcido
Que contamina...
De você
Quero o seu veneno impuro
Não quero ficar imune
Não desejo a boa medida
Não aspiro à serenidade dos infelizes...
Da vida
Almejo o mais insano dos venenos
Quero o que me faça sentir viva
Quero o que me arraste à cegueira
Quero o hiperbólico...
De mim mesma
Quero buscar meu próprio veneno
Escondido pelos devaneios suprimidos
Escondido pelo inexplorado
Escondido pelos demônios que inundam minha alma...
De todas as coisas
Só quero o veneno que avassala
E que dá sentido ao que não tem nenhum.
segunda-feira, 17 de março de 2008
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